Eu quero ser jogadora. E o que eu quiser ser, eu vou ser.
Larissa Victoria

Larissa Silva, mais conhecida como Lari gol, tem apenas dez anos de idade, mas a firmeza na voz de quem sabe o que quer do futuro. Nascida em 07/11/2009, natural do Vasco da Gama, bairro localizado na Zona Norte do Recife, em Pernambuco, a menina chamou a atenção depois de viralizar nas redes sociais com um vídeo em que exige respeito e denuncia o preconceito sofrido por conta de sua habilidade com o futebol.

Larissa está no 5º ano do colégio, joga bola desde os 5 anos, seu time de coração é o Santa Cruz e treina atualmente no Agrestina FC e nos espaços da comunidade onde ela mora.

O projeto de futebol feminino chamado Agrestina FC, é de Fabya Santos, que conta que a menina é extremamente dedicada e talentosa. "Ela está comigo há um ano porque veio indicada de um projeto da comunidade dela, ela treina duas vezes por semana em um time de meninas, mas onde ela mora, só joga com meninos. Ela é muito boa, vive pra jogar bola, passa o dia jogando bola", diz Fabya, que enxerga a questão como algo muito maior: o preconceito com mulheres no futebol.

Obstáculo

Larissa faz um desabafo no seu vídeo que viralizou nas redes sociais, mostrando o bullying e preconceito que sofre por ser uma menina que ama jogar futebol e quer se tornar uma jogadora profissional.

"Vim falar aqui um negócio sério para vocês que está acontecendo muitas vezes. Do povo dizer que eu sou homem, que eu pareço homem e que eu tenho dente quebrado. Eu to com aparelho, e se Deus quiser vou ajeitar. Não é ninguém que paga meu dentista e não é ninguém que paga meus treinos para eu treinar, beleza?“

No dia do desentendimento que a levou a fazer o vídeo, um colega de Larissa havia perdido uma partida e começou a ofendê-la. "Eu fiquei com raiva e decidi fazer o vídeo, eu tinha falado só para a minha mãe. Só porque perdeu, o menino ficou falando do meu dente, mas o pior é ficar dizendo que eu pareço menino, porque o meu dente eu estou ajeitando".

Volta por cima

Após ter seu vídeo de desabafo viralizado, a menina ganhou atenção nacional e até internacional com suporte de artistas famosos, atletas famosos nacionais e internacionais, atenção da mídia com diversas matérias sobre ela e apoio emocional e da causa da descrimininação das mulheres no esporte.

Um desses apoios veio da MRV, que agora integra Larissa ao seu time de atletas mulheres olímpicas, a Seleção MRV, ajudando Larissa com um patrocínio mensal por 2 anos, para ajudar ela a seguir e transformar seus sonhos em realidade, para que no futuro possa ser uma atleta olímpica, como suas parceiras da Seleção MRV.