Sonho, conquista, construção, oportunidade, motivação e transformação. Tudo isso resume o significado e a importância do patrocínio da MRV na minha carreira esportiva, em um dos momentos mais importantes da minha vida. Nós atletas, buscamos nos superar diariamente e em tempos difíceis, receber um apoio tão importante e transformador, mudou o meu desenvolvimento e me ajudou a me superar ainda mais, com a confiança de que ainda temos empresas tão especiais, que se preocupam com a evolução, o apoio ao esporte brasileiro e a construção do meu sonho.
Ana Sátila - Bio

Nascida em 13 de Março de 1996 em Itaruma, em Minas Gerais, Ana Sátila começou a remar aos nove anos, por influência do pai, em Primavera do Leste (MT), para onde se mudou aos 5 anos de idade. Depois, tornaria-se o principal nome da canoagem slalom brasileira. Foi a mais jovem integrante da delegação brasileira nos Jogos de Londres 2012 e, aos 20 anos, teve sua segunda experiência olímpica, no Rio 2016. Em Jogos Pan-americanos, Ana Sátila já soma três medalhas de ouro e uma de prata após participações em Toronto 2015 e Lima 2019.

O pai da canoísta conta que quando Ana Sátila nasceu ele começou a se a aperfeiçoar e buscar conhecimento sobre o mundo esportivo. Cláudio Vargas, que já havia sido atleta de natação em São Paulo e campeão paulista três vezes, começou a treinar e levar a filha em festivais de natação para crianças.

Aos sete anos, Ana demonstrava talento nas competições e fez grandes travessias como a do Rio Paraná, três mil metros em água aberta.

Ana deixou a natação para começar na canoagem, aos nove. Mas foi apenas em 2006 que conheceram a modalidade Slalom.

Trajetória - Início

Iniciou no esporte na Escola Municipal de Canoagem Slalom de Primavera do Leste Mato Grosso, em 2006. O treinamento foi realizado pelo professor da prefeitura municipal Romualdo Junior, que iniciou seus treinos de canoagem com uma excelente base propiciada pelo pai e primeiro treinador da atleta, Claudio Vargas, se dedicou inteiramente aos treinos iniciando com a filha aos 5 anos de idade na natação.

A menina chorou, chorou, chorou. Tinha apenas dez anos e chegara cheia de esperanças para sua primeira participação em uma Copa Brasil de Canoagem. Estava em Piraju, interior de São Paulo, bem longe da mato-grossense Primavera do Leste, onde vivia com a família. E ficou em último lugar.
Os soluços foram consolados com tapinha nas costas, abraço amigo e alguém lembrando o dito popular enquanto lhe enxugava as lágrimas: "Os últimos serão os primeiros". Não é que deu certo?

Ana Sátila tem se dedicado a canoagem, atualmente faz parte da equipe municipal em competições estaduais e nacionais, e da equipe brasileira em competições internacionais.

Trajetória - Profissional

O campo de jogo de Ana Sátila sempre foi a água. Antes, contudo, sem caiaque ou canoa. Ela era nadadora. A jovem era treinada exaustivamente pelo pai Cláudio Vargas, que era maratonista. Certo dia, ela foi vista por Romualdo Júnior, o técnico de canoagem do município de Primavera do Leste.

"Como eu tinha um físico muito bom, fui convidada por ele. Querendo ou não, na canoagem você tem que saber nadar (risos). Então ele que me convidou para conhecer o esporte. A primeira vez que eu remei num barco já foi para competir. A sensação foi a mais incrível que eu já tinha sentido, e aí eu entendi. Queria remar todos os dias, com muita vontade, com muita paixão. Era um esporte novo, tudo muito diferente. E eu já estava muito cansada do treino duro da natação. Com o tempo, acabei migrando."

Ela conta que o pai não ficou muito feliz no início, pois queria que ela se consagrasse como nadadora, mas, com os resultados, viu que a praia de Ana Sátila era a canoagem. Segundo ela, era "noite e dia no caiaque". A partir daí, Cláudio e Márcia, pais da esportista, deram todo o suporte. Desde então, a família acompanha seu desenvolvimento, ainda que muitas vezes de longe, mas sem deixá-la na mão.

Trajetória - Obstáculo

Ana não foi muito bem em Londres e acabou por cometer um erro que a tirou da final no Rio de Janeiro em 2016 e acabou bastante abalada com o adiamento uma vez mais da confirmação de todos os bons resultados obtidos na canoagem desde a infância; exceto quando a questão é a competição inventada pelos gregos na antiguidade.

"Realmente não foi o resultado que eu esperava."

Ana Sátila foi a mais jovem atleta da história do Brasil a chegar a uma Olimpíada, aos 16 anos incompletos.

Todos esses resultados em uma modalidade na qual o Brasil não tem tradição alguma fizeram com que a imprensa adiantasse para o rumo da canoísta o status de estrela. Nessa condição, entretanto, os resultados nunca corresponderam. Em Londres, terminou em 16º lugar nas semis, caiu a uma posição de chegar à final; em 2016, mais preparada e experiente, terminou, entretanto, em 17º por força de um citado erro. A imagem dela abraçando-se ao pai após a derrota comoveu o país.

Trajetória - Volta por cima

O ano de 2017 foi excelente para diversas pessoas, mas especial mesmo ele está sendo para Ana Sátila Vieira Vargas, canoísta com apenas 21 anos, que conseguiu durante este intervalo de quase 365 dias superar resultados ruins nas olimpíadas do Rio, conquistar duas medalhas no mundial de canoagem slalom na França e enfim recolocar seu nome no seleto grupo de atletas do mundo inteiro a atingirem índices olímpicos em suas modalidades esportivas.

"Superar aquele momento, colocar a cabeça no lugar e no mesmo dia já ter outro objetivo em mente foi uma grande superação pessoal para mim, nunca irei esquecer todo o aprendizado que conquistei naquela competição e sempre tento levar toda essa bagagem e experiência para todas as minhas competições."

Nas vitórias francesas obtidas, Ana Sátila trouxe uma medalha de bronze na modalidade C1 e no outro dia conseguiu uma prata no K1 extremo, uma Prata na Copa do Mundo em Praga e duas medalhas de Ouro em Lima em 2019. O feito também era inédito - o melhor da história da canoagem slalom do Brasil em uma competição daquele porte em qualquer categoria.

Trajetória - Rumo ao ouro olímpico

Com a modalidade C1 feminina, na qual é a número 2 do ranking mundial, tornada olímpica em 2020, a mineira entrará como uma das fortes candidatas ao pódio, após a conquista do vice-campeonato da categoria, com possibilidades reais de ouro inclusive.

Seria a coroação de um sonho iniciado ainda aos nove anos, quando pai dela resolveu colocar a menina para treinar canoagem dentro de um projeto social de fomento à modalidade no Rio das Mortes, em Primavera do Leste, município distante cerca de 300 quilômetros da capital, Cuiabá.

Ana é internacional, o mundo inteiro já sabe, e está sempre em competições tanto Brasil adentro quanto Estados Unidos e Europa afora. Ela terá nova chance de êxito olímpico em 2021, na 32ª edição das Olimpíadas da Era Moderna, em Tóquio, 124 anos após o recomeço.

Que em 2021 seja, enfim, o ano da redenção máxima de uma menina que, à parte ter nascido sem muitas posses no país do futebol, resolveu conquistar o mundo a remo quando isso não parecia minimamente plausível a ninguém a não ser ela mesma. É o tipo de feito que reverbera em qualquer área ou ramo da vida, não só do esporte.