O patrocínio da MRV é um sonho que se tornou realidade, representa a força das mulheres no esporte! Está me ajudando a ter mais coragem e disposição todos os dias para representá-los. Mudou pois agora conheci mulheres incríveis e talentosas. Sou grata pela bravura da MRV.
Flavia Saraiva - Bio

Flávia Saraiva é uma ginasta brasileira. Com apenas 1,33m de altura, é considerada o novo fenômeno da ginástica artística.

Flávia Lopes Saraiva nasceu no Rio de Janeiro, no dia 30 de setembro de 1999. O sonho de ser ginasta começou ainda menina quando assistia às apresentações de Jade Barbosa, Daiane Hipólito e Daiane dos Santos. Treinando em um projeto social para alunos de escolas públicas, foi descoberta aos oito anos de idade.

Com 11 anos de idade, mesmo com o receio da mãe, resolveu deixar a zona norte carioca e ir morar em Três Rios, no sul do Estado, com o técnico e outros atletas, no projeto criado pela técnica Georgette Vidor.

Para ser competitiva a atleta começou a treinar durante seis ou sete horas por dia e logo se destacou nas competições.

Trajetória - Início

Flávia Saraiva não foi descoberta num ginásio. A estrela brasileira da ginástica artística surgiu num pé de goiaba do seu bairro, no subúrbio pobre do Rio. Com oito anos, passava o dia fazendo piruetas, andando com as mãos e pendurando-se nos galhos com os pés até que sua prima, professora de educação física, encorajou-a a trocar as árvores pelas barras. Desde então, é a primeira a chegar ao ginásio e a última a sair.

Quando sua prima a fez descer das árvores e Flavinha começou a treinar numa ONG, para depois se tornar profissional, sua mãe, de 1,60 m, teve de parar de trabalhar para acompanhá-la em longos trajetos para os treinamentos. Eram pobres e continuaram sendo até que em 2014, em Nanjing (China) nos Jogos Olímpicos da Juventude, Flavia, então com 14 anos, deixou o mundo boquiaberto com um ouro no solo, uma prata na trave e outra prata na geral. A partir daí, entrou no radar dos patrocinadores, começou a receber um salário e benefícios do Governo brasileiro, o que mudou sua vida e a de sua família.

A pequena é uma joia para qualquer técnico. Os dois últimos ciclos olímpicos foram das ginastas mais altas, mais velhas e mais fortes. Já não é tão comum esse modelo de menina tão pequena e tão jovem.

Trajetória - Profissional

Em setembro de 2013 conquistou o ouro, no solo e trave, nos Jogos Sul-Americanos da Juventude, em Lima, no Peru.

Em 2014, foi campeã (individual geral) no Pan-Americano Juvenil realizado em Aracaju, que lhe valeu a vaga para os Jogos Olímpicos da Juventude, na China. Nesse mesmo ano, teve sua primeira competição como adulta. Conquistou três medalhas, ouro no solo, prata no individual geral e prata na trave, nos Jogos Olímpicos da Juventude, em Nanquim, na China.

Em 2015, Flávia Saraiva conquistou a medalha de ouro no solo e a de prata na trave, no Mundial de Ginástica Artística, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Nesse mesmo ano, conquistou o bronze no individual geral e ajudou a equipe a conquistar o bronze, nos Pan-Americano de Toronto, no Canadá.

Em abril de 2016, depois de uma temporada machucada, Flávia Saraiva brilhou na Arena Olímpica do Rio de Janeiro, no evento-teste da ginástica artística para os jogos Olímpicos de 2016, com uma apresentação impecável conquistou a medalha de ouro no solo.

Trajetória - Profissional

Em junho de 2016, na última grande competição antes dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, Flávia Saraiva conquistou o ouro na trave, com (14,950) e ouro no solo, com (14,150), na Copa do Mundo de Anadia, em Portugal.

A ginasta conquistou sua segunda medalha de bronze individual em Jogos Pan-Americanos. A carioca repetiu em Lima em 2019 o bronze que havia conquistado em Toronto-2015. Seja no Canadá ou no Peru, continua arrancando sorrisos de quem interage com ela.

A maturidade e experiência são inegavelmente maiores. Além disso, há quem possa até não notar, mas Flávia Saraiva hoje está 12 centímetros mais alta, agora com 1,45m.

"Não mudou nada, sou a mesma pessoa. As pessoas falam: 'Flávia, se concentra'. Eu fico rindo, brincando. Acho que essa sou eu, e tenho de continuar sendo assim. Sou a Flavinha e vou continuar sendo assim para sempre."

A maturidade também avançou. Com o desfalque de Jade Barbosa, ela foi a líder da equipe brasileira na competição por equipes em Lima e também ganhou a medalha de bronze.

Trajetória - Rumo ao ouro olímpico

“Agora não tem muito o que melhorar porque falta pouco para a Olimpíada. Então a gente tem que tentar fazer o que já faz o mais limpo possível, e tentar ter menos desconto para que a gente consiga subir um pouco mais a nota final.”

A seleção feminina não conseguiu a classificação por equipes para o Japão. Até o momento, Flávia é a única brasileira garantida, além da seleção masculina, com quatro integrantes a serem definidos pela comissão técnica.

"Estou muito feliz em estar classificada. Estou treinando bastante, assim como as meninas que estão buscando as vagas individuais delas. Estou torcendo por todas elas porque, quanto mais pessoas estiverem classificadas, melhor para o Brasil."

"Vou tentar pegar o máximo de finais que eu conseguir, mas primeiro a gente tem que pensar na classificatória, que é o mais importante de todos os dias. Estou focada nisso para que tudo possa dar certo."