Para mim, esse projeto da MRV vai além de um patrocínio. Ele é inspirador. Traz vontade e energia. Energia essa que aumenta estando ao lado de grandes mulheres talentosas. Acredito que juntas podemos transformar o esporte e construir sonhos!
Kahena Kunze

Filha do velejador Claudio Kunze, campeão mundial júnior da classe Pingüim em 1973, seu nome incomum vem de uma mitológica guerreira tribal invencível dos Montes Urais. O nome veio de um livro que sua mãe leu e resolveu homenagear após a gravidez que havia sido difícil.

Kahena começou na vela ainda criança na Represa de Guarapiranga, em São Paulo, antes da família se mudar para o Rio de Janeiro, quando ela ainda tinha dez anos.

Em dado momento da carreira decidiu se desligar temporariamente do esporte e cursar engenharia ambiental, abandonando as competições. O que ela não esperava, era receber um convite de Martine, para dividir o barco na nova classe olímpica feminina, a 49er FX. Olhando para os jogos do Rio em 2016, Kahena trancou a faculdade e decidiu tentar o sonho olímpico novamente.

Conquistas

Em 2014, junto com sua dupla Martine, foi campeã mundial em Santander, na Espanha. Essa foi a primeira vez que a dupla brasileira conquistou o título. Amigas de infância e ex-rivais, na vela, em categorias diferentes, Kahena e Martine foram eleitas as melhores esportistas do ano pelo Comitê Olímpico Brasileiro, vindo a receber o Prêmio Brasil Olímpico de Atleta no ano de 2014.

Já em 2015, na disputa da Copa do Mundo da Federação Internacional de Vela, Kahena conquistou um ouro na Inglaterra, uma prata na França, e um bronze nos Estados Unidos. Além dessas conquistas, nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, foi medalha de prata, o que já nos mostrava o que viria pela frente.

A consagração veio na cidade que a adotou, o Rio de Janeiro. Nos jogos do Rio, em 2016, Kahena tornou-se campeã olímpica de vela ao lado de Martine, atingindo o objetivo e realizando seu grande sonho.

Futuro

Diferente de alguns campeões olímpicos, no ciclo olímpico seguinte, ao invés de descansar ou voltar a fazer sua faculdade de engenharia ambiental, Kahena seguiu batalhando.

Em 2017 foi novamente vice-campeã mundial como em 2013. Depois de se classificar para os próximos Jogos no Campeonato Mundial de Classes Olímpicas, na Dinamarca em setembro de 2018, acabou conquistando junto com Martine, de forma antecipada, uma regata que era o evento teste da vela para Tóquio 2020.

Na raia olímpica de Enoshima, no Japão, e com sua dupla Martine, em fevereiro de 2019, iniciou a temporada vencendo a Copa do Mundo da Vela, disputada em Miami. A dupla brasileira mais uma vez derrotou na regata final as neozelandesas, que já haviam sido vice-campeãs olímpicas no Rio, em 2016.

Nos Jogos Pan Americanos de Lima 2019, foi a porta-bandeira da delegação brasileira na Cerimônia de abertura ao lado de Martine. As duas foram as primeiras brasileiras a carregar a bandeira em uma edição dos jogos. E consagrando a participação, ainda vieram a conquistar a medalha de ouro na classe 49erFX.

A vaga para Tóquio 2020 veio em fevereiro de 2020. O mundial realizado em Geelong, na Austrária, foi o carimbo no passaporte. Um 12º lugar no mundial garantiu nossa atleta nos jogos, para defender o título e tentar o Bi olímpico.