Junto à MRV espero poder continuar quebrando paradigmas no triathlon. Ter a ousadia de perseguir meus sonhos dia após dia até os Jogos Olímpicos de Tóquio!
Luisa Baptista

Nascida em 15 de julho de 1994, na cidade de Araras, São Paulo, nossa triatleta é mais do que promessa de medalha na modalidade. Apaixonada por esportes desde criança, Luisa jamais imaginou o que o esporte de alto rendimento lhe proporcionaria.

"Acredito que o triathlon é um dos esportes que mais cresce, porém é o triathlon amador. Isso é resultado de uma política em que há pouquíssimo incentivo à base e à formação de atletas da modalidade. Vivemos de poucos projetos que incentivam a prática. Eu mesma, sem o apoio que recebi, provavelmente nem faria triathlon, pelo alto custo e distância das provas."

Trajetória - Início

Em 2011, Luísa saiu de Araras em direção a São Carlos, no interior de São Paulo. Após algumas indicações e um convite do antigo técnico Cali, Luisa chegou à equipe do SESI e aprendeu muito sobre a modalidade. Algum tempo depois, o técnico Eduardo Braz assumiu o grupo de triatletas, e junto com o Miguel, deu sequência ao trabalho de Cali, reformulando e preparando ainda mais a atleta.

Atingir o alto rendimento no esporte já é uma tarefa difícil, agora imagina atingir em 3 esportes diferentes? Para se chegar ao alto nível no triathlon, Luisa treinava de domingo a domingo, em feriados, ou até mesmo dois a três períodos por dia. Só tirava folga ou descansava, uma vez durante a semana e outra aos domingos.

"A minha classificação para os jogos de Tóquio se deram por conta da minha determinação e força de vontade. Será minha primeira participação em Olimpíadas, vou em busca do meu sonho."

Trajetória - Conquistas

Como principais conquistas, Luisa tem um vasto leque de medalhas. Bronze (2017) e prata (2018) em duas etapas da Copa do mundo de Triathlon. Além disso, Um Bi campeonato Pan-Americano, 2016 e 2018. Medalhas em jogos Sul-Americanos, prata no individual e bronze por equipes, dentre outras.

Antes da conquista, que ela própria julga ser a maior conquista de sua carreira, Luisa passou por uma situação que a motivou ainda mais e mostrou o espírito da mulher brasileira. No Pan-Americano de Toronto, no Canadá, em 2015, Luisa estava fazendo uma boa prova, e acabou tendo uma queda na etapa de ciclismo, o que a fez perder o pelotão, tirando a possibilidade de recolocação durante aqueles jogos. 4 Anos depois, engasgada com o que tinha acontecido, Luisa estava ainda mais motivada a atingir seu objetivo. Conseguiu o maior feito de sua carreira, conquistou os Jogos Pan-Americanos de Lima 2019 e se tornou a primeira mulher brasileira a conquistar o título nessa modalidade.

“É o resultado mais especial que já tive na minha carreira. Estava muito confiante, mas muito nervosa ao mesmo tempo. Sabia que o resultado poderia vir, e tinha que acreditar no meu trabalho. Não só no trabalho de alguns meses atrás, mas no trabalho de oito anos, quando comecei no triathlon. Que com esse resultado, venham muito mais resultados para o Brasil”.

Trajetória - Futuro

A evolução de Luisa durante os últimos anos foi considerável. Segundo a própria atleta, ela evoluiu de forma igual nas três modalidades, o que é de suma importância. Na maior parte das provas o nível de preparo dos competidores é altíssimo, o faz com que Luisa busque cada vez mais a perfeição do preparo físico e mental.

Luisa sempre sonhou com a classificação olímpica, e ela se tornou realidade. Ficamos muito feliz em fazer parte desse sonho.

"Sempre fui bem determinada quanto a este sonho, me lembro até hoje que quando criança decidi fazer Educação Física porque quem sabe um dia pudesse ser uma técnica que estivesse nos Jogos Olímpicos, mas quando veio a oportunidade do triathlon abracei a ideia e vi a possibilidade de realizar isto como atleta""

Além de ser triatleta, Luisa faz faculdade de Educação física, Luisa pretende trabalhar com triathlon no futuro. Especificamente na preparação de atletas de alto rendimento, tendo em vista as dificuldades que enfrentou para chegar onde está.

‘’Em 2021 será preciso usar tudo que está acontecendo como força para evoluir. Um jogo mental, repleto de desafios. Acho que no final prevalecerá quem tiver mais foco e determinação. Vou em busca do meu sonho, o ouro olímpico.’’