Minha família é minha inspiração. Minha mãe com muita determinação, trabalho e persistência me apoiou, e ainda me apoia na busca do meu sonho, dos meus objetivos, manobras após manobras, caindo e levantando do skate nas pistas. Todos os dias é uma batalha que continua, com muito suor e trabalho, sigo na construção do meu sonho, do meu futuro. Ser uma filha melhor, uma atleta campeã, e quem sabe olímpica. A MRV chegou pra somar e acrescentar ânimo no meu dia a dia. É bom saber que não estou sozinha e que tem gente que sonha junto comigo.
Rayssa Leal - Bio

Jhulia Rayssa Mendes Leal, conhecida em todo o mundo como Rayssa Leal, é uma skatista brasileira especialista na modalidade street. Ela nasceu em Imperatriz, no Maranhão, em 2008, e tem conquistados muitos resultados expressivos nos últimos anos. Em 2019, foi campeã brasileira e vice-campeã mundial.

Ficou famosa aos 7 anos, quando um vídeo em que ela aparecia vestida de Sininho, personagem de Peter Pan, encaixando um heelflip no maior estilo, viralizou na internet.

“Era 7 de setembro e minha escola decidiu ter o Peter Pan como tema do desfile. E fui escolhida para ser a Sininho. Então minha avó fez a roupa. Sempre que acaba o desfile, todos os skatistas vão para um pico que é muito conhecido lá, que a gente chama de Calçadaria da Terra. Quando acabou o desfile, como eu estava no fogo de andar de skate, nem troquei a fantasia, só botei a meia e o tênis. Minha mãe decidiu filmar, e eu acertei de primeira o heelflip. Ela editou botando aquela expectativa para o vídeo ficar maior.”

Trajetória - Início

Desde que bombou com o vídeo de fadinha, ela conquistou o troféu do Far’N High, na França, o bronze da etapa londrina da SLS e, em julho, o posto alto do pódio da etapa da SLS em Los Angeles. Como se não bastasse, logo na sequência pegou o quarto lugar na etapa de Mineápolis dos X-Games, em sua estreia no evento.

Rayssa iniciou sua ascensão no esporte num momento-chave, quando a marginalidade conferida ao skate até meados dos anos 2000 deu lugar a grandes investimentos e a entrada nos jogos olímpicos. Em 2020, ela tem sólidas chances de ser não só a primeira, como a mais jovem atleta feminina a vencer na estreia do skate na Olimpíada de Tóquio.

A vitória em Los Angeles, que valeu pontos na classificação para Tóquio, garantiu a Rayssa o segundo lugar no ranking mundial de street feminino, logo atrás de Pâmela Rosa (19.7 pontos), com diferença de apenas dois décimos, e à frente de Letícia Bufoni (15 pontos).

Trajetória - Profissional

Rayssa Leal começou a andar de skate aos 6 anos, por influência de um amigo de seu pai. Ela pediu e foi presenteada com um skate em seu aniversário. Nos anos seguintes, aprendeu várias manobras e passou a ser mais conhecida graças a vídeos postados na internet.

Apesar de ainda muito jovem, Rayssa Leal já tem um currículo invejável. Aos 11 anos, ela fez história ao se tornar a mais jovem skatista a faturar uma etapa da Street League Skateboarding (SLS). Ela venceu a disputa em Los Angeles, superando a também brasileira Pamela Rosa. É impressionante notar que ela, hoje com 11 anos, já tenha se tornado a mais jovem campeã do SLS (Street League Skateboarding), cobiçado campeonato do momento na modalidade street, para onde as grandes marcas miram seus olhares.

A perseverança e o talento, é claro, renderam bons frutos para Rayssa Leal. Rapidamente, ela se juntou a Letícia Bufoni e Pamela Rosa como uma das principais skatistas de street do Brasil e acumulou títulos.

Trajetória - Obstáculo

Apesar de todo o sucesso, Rayssa admite que sofreu preconceito até mesmo de familiares por decidir andar de skate.

“Nunca desista dos seus sonhos. Comecei a andar de skate com apoio dos meus pais, mas muitas pessoas, até mesmo da minha família, quiseram me parar. Eu andava com minha prima, que parou por causa do preconceito da minha família. E eu nunca deixei isso entrar na minha cabeça, porque não ficaria bem. Portanto, nunca desista de seus sonhos, mesmo que ninguém te apoie.”

“Já sofri bullying na minha escola: vieram me dizer que skate não era coisa de menina.”

Trajetória - Volta por cima

A série de títulos e incríveis apresentações em 2019 rendeu um importante feito para Rayssa Leal. Em janeiro de 2020, a skatista foi indicada ao Prêmio Laureus, conhecido como o Oscar do Esporte.

Rayssa entrou na lista de finalistas na categoria melhor atleta de ação.

Em setembro de 2019, as posições se inverteram. No Mundial de Skate Street, disputado em São Paulo, Rayssa Leal foi vice-campeã mundial, atrás apenas de Pamela Rosa. Rayssa liderou a prova até a quinta de sete rodadas. A partir daí, Pamela assumiu a ponta e não deixou mais escapar o título. Segunda colocada na etapa de São Paulo e vencedora em Los Angeles, a maranhense havia ficado com o bronze na etapa de Londres. Também foi a quarta colocada na etapa de Mineápolis dos X-Games, em sua estreia no evento.

Além de ter sido vice-campeã mundial, Rayssa Leal foi campeã brasileira na modalidade street em 2019.
O título nacional foi conquistado pela Fadinha com o somatório de pontos das três etapas disputadas no ano: Minas Gerais, Bahia e São Paulo.

Trajetória - Rumo ao ouro olímpico

A atleta, entre homens e mulheres, mais jovem a ser campeã olímpica é a americana Marjorie Gestring que, com 13 anos e 268 dias, foi ouro nos saltos ornamentais em Berlim-1936. Há registro da nadadora Elizabeth Verona, com 13 anos e 129 dias, campeã do revezamento 4x100m livre da natação em Roma 1960, mas o resultado nunca foi oficializado pois ela só nadou as eliminatórias. Na época, as medalhas iriam só para as titulares, então no relatório oficial ela não aparece como vencedora.

Portanto, a brasileira vice-campeã mundial da categoria street do skate e uma das favoritas ao pódio na competição olímpica do ano que vem, poderá bater uma série de recordes por conta da sua idade.

Com 13 anos e 201 dias será a mais jovem atleta da história do Brasil, entre homens e mulheres, batendo o recorde de Talita Rodrigues, nadadora que foi finalista no 4x100m livre em 1948, nos Jogos de Londres. Na ocasião, ela tinha 13 anos e 347 dias.